25/07/2015

[RESENHA] #ENTRELACE

Hello bibouss, tudo okay? No post de hoje mais uma resenha de livro uhu :D Estou muito feliz por estar colocando as leituras em dia e este livro que resenharei hoje foi uma excelente surpresa para mim, a princípio fiquei meio apreensiva em lê-lo mais confesso que me apaixonei por ele, gostei de praticamente tudo só teve uma coisa que odiei e muito mas mesmo assim o livro é incrível, vamos começar? \o/

Ficha técnica
Título: Entrelace
Autor (a): Diana Scarpine
Editora: Baraúna
Gênero: Romance
Ano: 2012
Páginas: 660
Avaliação: ★+


Sinopse: Um homem. Uma mulher. Aparentemente desconhecidos, separados por quilômetros de distância, mas unidos pelo amor ... Destinos entrelaçados pelo acaso, mas implacavelmente afastados pelo preconceito... Amor e preconceito digladiando-se num profundo e intenso embate... Será o amor capaz de vencer o preconceito? Ou o preconceito será capaz de subjugar o amor presente no coração de uma mulher?


A estória começa com a partida de Henrique (Henri), para sua cidade natal na Bahia (Jequié), para ter um encontro com Ana Carolina (Carol), que é uma namorada virtual há cerca de dois anos e meio. Henri há todo momento se mostra inseguro com esse encontro com Carol por medo de ser rejeitado ou vítima de preconceito devido sua deficiência.

Ao chegar para o encontro não é reconhecido por Carol e ela pensa ter levado um bolo, ao se aproximar de um homem cadeirante ela pede uma informação e ele revela que é Henri. Carol não aceita que Henri seja cadeirante e o humilha dizendo monstruosidades a ele, diz ter sido enganada e que ele é um aleijado que nunca poderá fazê-la feliz, que nenhuma mulher iria querer ficar com um meio homem, que não poderia lhe dar filhos.

Ela vai embora furiosa e Henri fica extremamente triste, pois a ama, e pensava que ela também o amava. A todo o momento ele disse que nunca a enganou, que ele mandou um e-mail explicando tudo sobre sua deficiência e em anexo uma foto sentado na cadeira de rodas, mas ela diz que ele é um mentiroso pois nunca recebera e-mail algum.

Os dois vão embora para seus lares e depois de um tempo de reflexão, Henri vai para seu novo trabalho em que ele desenvolverá uma pesquisa denominada CEP. Lá ele encontra com Carol sem saber que ela seria sua colaboradora. Ambos preferiam não falar sobre trabalho por isso não tinham conhecimento de que trabalhavam na mesma área.

"Infelizmente ou felizmente (não sei), parece que, quando amamos, ficamos mais sensíveis e é esta sensibilidade aflorada que faz com que nos machuquemos facilmente quando ouvimos algum comentário da pessoa amada que não nos agrada."
Carol não lida muito bem com essa situação e Henri deixa claro que não irá prejudicá-la em seu trabalho. Os dois começam o projeto, ele diz que a ama e ela sempre deixa claro que o odeia com todas as suas forças.

Com passar do tempo à relação dos dois não melhora, apenas o trabalho os liga para uma socialização bem monossilábica. Carol diz o tempo todo que ele quer conquistá-la e ele diz que a ama, mas não acredita que ela seja capaz de amá-lo. Os dois começam a se falar com mais frequência, sempre com farpas.

Até que um dia Henri tem sua casa finalizada e se muda para lá, Carol fica sabendo e sem saber direito o porquê pede hospedagem em sua casa. Henri não quer aceitar, mas está a cada dia mais apaixonado por Carol mesmo ela magoando seu coração. Ele impõe algumas regras e Carol vai morar com ele.

"A lição que aprendi com Henri não era exclusiva para quem tem deficiência. Era para mim e para qualquer pessoa também. A diferença, seja ela qual for, não é uma aberração. É apenas uma forma mais perceptível de demonstrar que, na verdade, a regra, a normalidade é a diferença, e não, o padrão, pois ninguém é igual."
Os dois começam uma relação de amigos, mas sempre com as palavras preconceituosas de Carol que insiste que ele não é homem em sua plenitude. Diversas vezes ele é claro e se diz independente e que não precisa da pena nem do preconceito advindo dela.

O tempo vai passando e Carol sempre demonstra que está atraída por ele, mesmo dizendo que ele não é homem para ela. Ela até tenta se envolver com outros homens, mas nenhum a leva a sério como Henri.

Honestamente eu fiquei com preguiça de começar a ler um livro tão grosso, olhei-o em meio a outros livros e pensei “esse livro está me chamando”, comecei a ler e logo fiquei com ódio da protagonista Carol, sério ela é preconceituosa e muito grosseira com Henri, faz questão de humilhá-lo quando o vê pela primeira vez e como se não bastasse tudo isso, em alguns momentos é gentil e em outros tem um comportamento ridículo e incompreensível.
Com o passar das páginas confesso que ela me surpreendeu e mudou drasticamente, a amor por Henri a fez amadurecer muito e fez ela rever seus preconceitos e a crescer como pessoa. Ao contrário de Carol que é muito impulsiva e cabeça dura, Henri é inteligente, romântico e muito forte pois superou tudo que aconteceu com ele e se mostrou gentil e amável com Carol mesmo ela não merecendo tal tratamento.

Confesso que o livro me deixou muito nervosa em algumas situações, muitas vezes meu coração doía com o sofrimento de Henri e a indiferença de Carol. Um ponto muito legal é o esclarecimento que a autora dá sobre a sexualidade de um deficiente, sobre como eles reagem ao estímulo sexual e que podem ter uma vida sexualmente ativa.

O livro é narrado pelo ponto de vista de Henri e Carol, as folhas são brancas :( a capa não é muito bonita, mas o que importa é que o livro mostrou a superação do preconceito do verdadeiro amor, e que a vida de Carol e Henri já estavam entrelaçadas há muito tempo.

Amei e recomendo este livro, que entrou para meus favoritos de 2015, espero que tenham curtido a resenha bibouss, fiquem de olho nas redes sociais e deixem nos comentários o que acharam do livro.
Kissus
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